2 de mar. de 2011


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[aaa]' muuito obrigada, pra quem leu a hist. abaixo ↓ Lembrem-se ,se vocês quiserem ler do começo, tem que voutar a ultima postagem, pra poder entender a história , rsrs' mto obrigada a Dinha Cavalcante que elaborou o texto, e que deixou agente publica-lo , e eu estou bem, as aulkas ja começaram [/nossa que descoberta] e eu tô um pouquinho ocupada ,mas nada que me separe do meu Blooooguinho qe eu tanto amo néeah , mas hj eu tô de boa e ngm, seu niguém vai tirar minha paz.. talves hoje eu vá na casa da minha vó, vai ser legal, porque é no PE -recife, e ja que é epoca de carnaval, nada melhor que no recife =) me esqueci de dizer, que eu ameeeei o vestido da Selena Gomez na festa do Oscar 2011 ,ela chegou linda, roubando os "flashs " de muita gente, com justin Bierber na cola, é isso mesmo, os dois estão namorando, e eu tô adorando isso ! eu acho que eles dois merecem ,e combinaram (emnhaopinião)
beijo grande, Looh'

PARTE X

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Depois de um dia agitado eu resolvi ir para casa. Não estava cansada, nem triste, nem chateada... Só confusa. O nome do menino que eu encontrei no shopping é Douglas. Ele estudou comigo da primeira à quinta série. Como eu me esqueci dele não é difícil de entender. Como ele se lembrou de mim que era a questão. Eu não era muito... atraente naquela época. Não chamava muita atenção dos garotos. Principalmente de Douglas.
Ele foi para mim o que todos chamam de primeiro amor. Eu gostava dele, ele nem me olhava... Aquela história de sempre. Lembro-me de uma vez que ele deu um presente para a menina mais bonita da classe e eu desabei em lágrimas. Eu ficava sonhando com o dia que ele chegaria até mim e diria que eu era a menina mais linda do mundo e que eu conquistei o coração dele. Mas isso não aconteceu e eu perdi contato com ele. Para falar eu perdi o contato com quase todo mundo daquela escola. E eu nunca imaginaria que ELE se lembraria de mim... Mas enfim, o dia foi estranho e maravilhoso. Conversamos bastante e trocamos telefone, msn, orkut e tudo mais. Às vezes eu ficava um tanto desconfortável com o jeito de ele me olhar e de falar, meio que dando uma de conquistador. O que ele não sabia era que meu coração era única e exclusivamente do Luca e que nenhum olhar, por mais atraente que fosse, mudaria isso.
A tarde toda nós falamos dos tempos que estudamos juntos, apesar de eu ser totalmente contra esse assunto. Ele se lembrava de mim e dizia “nossa, o tempo foi bem generoso com você!” e eu considerava um elogio. O Douglas sempre foi, além de lindo, inteligente e tirava boas notas na escola. Tanto que ele pulou uma série, por ser, como ele gostava de dizer, um autodidata. Por isso ele já estava indo para o segundo ano na faculdade. Ele cursava medicina e eu pensava que com certeza ele teria muitas pacientes. Eu estava em meio a esses pensamentos e ouvindo-o falar sobre as matérias chatas da faculdade quando meu celular tocou. Eu pedi licença e fui para um lugar um pouco afastado atender. Quando eu vi o nome eu perdi meu chão. Luca. Eu realmente estava com saudades, mas sinceramente não pensei que ele fosse me ligar por dois dias seguidos. Atendi com uma felicidade forjada e quem respondeu do outro lado foi uma garota, também brasileira, mas com sotaque americano muito forte. Fiquei parada, perdi a fala. Ouvi uma confusão e umas risadas do outro lado da linha e depois a voz do Luca. “Ellen meu anjo! Desculpa a confusão aqui, foi a Jéssica que tomou o telefone da minha mão e te ligou.” Antes que eu pudesse pensar em perguntar QUEM ERA ESSA JÉSSICA ele disse que era uma amiga dele, colega de sala, que ele conheceu lá e quem coincidentemente também morava na nossa cidade. Eu tentei dizer que era bom que ele fizesse amizade com ela, porque eles já tinham isso em comum e tal, mas eu acho que gaguejei mais do que tudo. Eu sempre ficava nervosa e gaguejava nessas situações. A Tamy diz que isso é normal em pessoas que não conseguem controlar ou esconder o ciúmes. Ela sempre diz que eu sinto ciúmes do Luca por ele estar longe de mim. Acho que isso é verdade. Não queria deixar minha insegurança e idiotice tão visível (ou audível, no caso), mas acho que não consegui esconder. E percebi isso quando ele disse para eu não me preocupar, porque ele me amava. Ele era um fofo, sempre sabia o que eu estava sentindo, me conhecia como ninguém. E, nossa, que bom que ele me amava. Depois de um bate papo meio besta ele disse o verdadeiro motivo da ligação e essa foi a real surpresa. Ele disse que precisaria vir ao Brasil para buscar alguns papéis para poder morar lá, que não estavam completos e por isso ficaria por aqui durante uma semana. Eu quase desmaiei de emoção. Meu Luca viria e ficaria por uma semana comigo. Era verdade que, por coincidência, a Jéssica viria também, mas isso não importava. E era até bom, pois eu a veria com meus próprios olhos. Meu dia não poderia terminar melhor!
Voltei para a mesa onde o Douglas estava me esperando, mas não pudemos terminar a conversa. Ele disse que precisaria sair para resolver a renovação da matrícula na faculdade e já estava um pouco atrasado. Não me abalei nem um pouco. Trocamos dois beijinhos no rosto e observei enquanto ele saia apressado pelo shopping. Eu estava nas nuvens.

PARTE IX

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Entrei na sala em que se passava um filme de terror. Após os traillers terem acabados entrou uma “companhia” que se sentou do meu lado... O que era bem estranho, pois a fileira que eu sentei estava vazia e ele sentou bem do meu lado, como se fosse algum conhecido, ou sei la o que. Não trocamos palavras e não nos olhamos nenhuma vez antes das luzes se acenderem. Durante o filme cheguei a esquecer que tinha alguém "estranho" ao meu lado e me assustava quando me virava e encontrava um perfil de um garoto. Era até um perfil interessante, nariz proporcional, lábios finos que brincavam em um meio sorriso, cabelo curtinho e liso e uma barba cortada bem rente que lhe dava uma aparência de homem, mesmo ele aparentando ter no máximo 17 anos. Percebi que ele não reparava em mim, nem olhava para o lado para saber quem estava encarando e não parecia incomodado ou sem graça. Estava apenas assistindo e comendo pipoca, fazendo um barulho incrivelmente pertubador ao mastigar. Ficamos assim o filme todo e somente quando as luzes acenderam ele se virou e perguntou com um olhar curioso: "Não sentiu medo ?” Ah, me poupasse dessa. Por que eu sentiria medo? Um filme de terror como outros tantos que eu já vi. “Eu poderia ser um maníaco e só estavamos nós dois aqui nessa fileira... E você estava bem interessada em mim”. Ele disse isso com o sorriso mais cínico que alguém pode ter e uma piscadinha. Tinha uma voz forte, grossa, bem impactante. E ficou me encarando, me encarando até eu me sentir desconfortável... Particularmente eu odeio que as pessoas me encarem, principalmente os GAROTOS e DESCONHECIDOS. Eu queria sair correndo da frente dele, eu queria apenas ir comprar um milk shake exageradamente grande e ver se alguma coisa estava na liquidação. Mas ele continuava ali me encarando e respirando pesado como se estivesse intrigado ou tentando lembrar de alguma coisa importante. Até que de repente ele levantou com um susto e disse com uma voz esganiçada, como a de quem é forçado a falar depois de um susto, bem diferente da voz normal dele: “Me lembro de você!”. Depois disso ele saiu um tanto apressado e me deixou lá na sala de cinema meio sinistra, encarando por um longo tempo as pessoas e imaginando de onde ele me conhecia.
Saí de lá meio atordoada. Aquele dia estava prometendo. Primeiro um cara estranho senta do meu lado no cinema, depois ele diz que poderia ser um maníaco e em seguida diz que me conhece e sai correndo, como se fugisse de mim. Como alguém poderia fugir de mim?
Comprei meu milk shake e fui sentar na praça de alimentação. Olhei para o outro lado e vi grupinhos de adolescentes, que se formavam aos poucos. Perto deles um casal com duas crianças riam alto e divertido, como se estivessem no quintal de casa. Eu pensava que algumas pessoas tinham a sorte de ser felizes. Tinham o que queria, uma família perfeita, um par que completa, condições de sair, viajar, conhecer o mundo. E que outras como eu perdiam a felicidade aos poucos, deixavam ela ir embora com alguém ou alguma coisa... Eu tinha essa idéia de que a felicidade dependia do que eu tinha. Olhei mais ao meu redor e vi um casal de idosos bem no cantinho de um restaurante, perto das flores. Reparei que eles não soltavam as mãos e conversavam olhando nos olhos, cada um com um sorriso largo e contagiante que me fez sorrir também. Eu estava pirando. Era gostoso olhar para eles e ver que o tempo não tirou deles a felicidade e o amor que sentiam. Eu queria isso para mim. Eu queria que o Luca voltasse e envelhecesse comigo. Era nele que eu pensava quando falava de felicidade. Nós seríamos felizes, eu seria feliz...
Eu estava no meio desses pensamentos quando virei para terminar meu milk shake e tomei um susto tão grande que quase caí da cadeira. O menino do cinema estava sentado na minha frente. NA MINHA FRENTE. E sorria para mim. Não um sorriso cínico, parecia mais um sorriso de satisfação. Mas satisfação em que? Eu queria perguntar a ele o que ele pensava que estava fazendo, quem ele pensava que era para estar sentado na minha frente, sorrindo para mim. Mas ele não deixou eu concluir minhas especulações e disse: "Ellen! Você não lembra de mim, percebe-se. Vamos dar um volta?".

PARTE VIII

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Os dias estavam cada vez mais difíceis. Eram muito raras as vezes que o Luca me ligava, eu não tinha noticias, não sabia o que ele estava fazendo, se estava bem, se estava estudando... Com quem ele estaria? Eu decidi que deveria ligar. Não custava nada, ele até ficaria feliz com uma ligação minha, claro. Liguei. Chamou uma, duas, três, quatro... sete vezes e nada. Talvez ele estivesse no banho, ou o celular no silencioso. Tentei de novo. Chamou, chamou e nada. Parecia que aquela não era uma boa hora e eu decidi que ligaria mais tarde, talvez de noite...
Meu dia passou super arrastado, parecia que o tempo estava com preguiça de andar e o relógio demorava horas para passar o minuto. Eu estava finalmente entendendo o que era saudade e a dor que ela causava. Eu finalmente estava entendendo porque muitas meninas que eu conhecia sofria e chorava tanto com a partida de um grande amor. As lágrimas eram como bálsamos que passavam na ferida e aliviava a dor. Cada vez que eu chorava eu sentia o aperto no meu peito afrouxando um pouco.
Luca deveria ter me ligado todos esses dias. Se muito essa semana ele ligou duas vezes e falou bem rapidinho. Eu tentava acreditar que ele estava sem tempo, ou que a ligação custava muito caro. Eu tentava. Só a Tamy sempre me colocava para cima com seu jeito encantador. Eu lembro que uma dessas noites que parecem sem lua de tão tristes eu estava conversando com ela e ela me dizia: "Amiga, se tem uma coisa pela qual eu prezo muito é a amizade. Eu posso perder tudo, dinheiro, bens, parentes, amores... mas se eu perder meus amigos eu não sou nada. Especialmente você." Isso foi como um alerta. Eu estava sofrendo muito com a ida do Luca e tinha esquecido das minhas amigas... Dormi pensando nisso.
"Trrrrriiiiiiim" Acordei com um pulo. Olhei o relógio, 4 e 13 da MADRUGADA ! Caramba, quem estaria me ligando aquela hora ? Fui ver quem era, era o Luca. Nossa, não tenho nem palavras para descrever minha felicidade. Atendi correndo antes que ele desligasse. "Alô, amor? Oi, só liguei para dizer que sinto sua falta. Já conheci tanta gente aqui, mas ninguém se compara a você." Nós conversamos por toda a madrugada. Eu ouvia sua respiração e tentava imagina seu cheiro e seu carinho. Ainda tinha esperanças de que um dia poderia estar bem perto dele.
No dia seguinte eu resolvi sair sozinha para tomar um ar e colocar a cabeça no lugar. É incrível como o mundo parece mais bonito quando você se sente amada. Entrei no shopping e resolvi dar uma parada no cinema e ver o que estava em cartaz. A algum tempo eu não assistia a nenhum filme.
Aquela tarde foi diferente das minhas ultimas. O que o telefonema não faz?
Eu pensei que não me decepcionaria não cedo.

PARTE VII

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Eu achava que a qualquer hora eu iria cair. Eu não podia nada sem meu Luca. Depois de uma eternidade, ainda não superei nadinha referente à partida dele. Hoje eu queria tentar um dia diferente. Depois de acordar, tomei um banho e liguei pra Tamy, talvez ela pudesse me ajudar. Marcamos de ir ao shopping, e iriamos nos encontrar na praça. Sim, naquela praça em que aconteceu o nosso primeiro beijo, aquela praça me traria lembraças que queria esquecer somente por hoje, meus olhos encheram de lágrimas, tentei ser forte, respirei fundo e esperei a Tamy chegar. Não demorou muito, pegamos uma táxi e fomos ao shopping. Tamy percebeu que me esforçava, e como uma boa amiga, ela conseguia tirar de mim risadas longas. A Tamy era mágica, quase tão mágica quanto Luca. Era impossível evitar que ela paquerasse a metade dos garotos do shopping, o que me motivou a tentar conhecer alguns. Me aproximei de um grupo de garotos. Tamy ficou só me observando, com os dedos cruzados. Meu celular começou a tocar, a única pessoa que me ligaria seria a Tamy, mas ela estava me encarando tentando descobrir o motivo para com que eu me afastasse. Atendi. "Alô ?" Eu reconheceria essa voz no meio de uma multidão desesperada. "Luca, é você ?" Sim, era ele. Ele disse que minha voz continuava encantadora. "Liguei só pra te dizer que te amo e pra pedir desculpas pela demora." Desculpas aceitas. "Tá tudo bem por ai ?" "Sem você nada fica tão bem. Você está bem ?" Eu estava... mais ou menos. Ele me interrompeu. "Vou ter que desligar, te amo." (Tum, tum, tum...) O som da minha agonia gritou no meu ouvido, ele tinha desligado. Eu mudei meu humor novamente, estava triste. Deixei o grupo de lado e fui abraçar a minha Tamy, que ficou sem entender o que tinha acontecido.

PARTE VI

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Já havia se passado um mês e meio desde que o Luca viajou. Eu escrevi um pouco no meu blog e depois fiquei pensando nas minhas palavras: "Quilômetros e mais quilômetros me separam da felicidade que eu tanto lutei para conseguir. Eu queria que o mundo encolhesse e coubesse dentro do meu quarto para eu te ter sempre por perto..."
As vezes me batia uma dúvida, uma pequena insegurança. Como ele estaria? Com quem ele conversava? A quem ele contava seus segredos? Será que ele falava de mim? Será que tinha alguém apaixonada por ele como eu estava? Eu PRECISAVA dessas respostas. Era como se meu mundo tivesse sumido e eu estivesse em um breu, onde eu só acharia o fim com uma ajuda. Uma ajuda especial.
Era tarde. Todas as casas estavam com as luzes apagadas. Eu não vou dormi tão cedo, não conseguia nem por um instante tirar o Luca da minha cabeça. Não sabia se saudade era a palavra que definia aquele vazio. Eu tentava pensar que por um instante ele estava pensando em mim também.

PARTE V

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Eu sai do aeroporto banhada em lágrimas. Não imaginava que sentiria tanto a partida dele. Na rua tudo parecia estranho. Sai um pouco constrangida por chorar tanto, mas reparei que ninguém prestava atenção em mim. Entrei em uma lanchonete barata e pedi um sorvete. Quem sabe uns docinhos não me ajudariam...
Uma coisa eu não entendia. Como é que Luca sempre gostou de mim, mas só me deixou saber um dia antes de ele ir embora? Como ele pode perder uma boa parte da sua vida escondendo um amor que era recíproco? Peguei o celular querendo ligar para Tamy... Mas ela ainda estava dormindo. Desisti de ligar pra qualquer um. O que eles poderia fazer? Nada que eles dissessem ia mudar a tristeza que eu estava sentindo. Olhei ao meu redor e viu as pessoas. Algumas apressadas, correndo contra o tempo, outras tranqüilas comendo um lanche, outras nervosas, preocupadas. Mas duas pessoas chamaram me a atenção. Era um casal que parecia não se importar com nada, nem com as pessoas apressadas, nem com as nervosas, nem com as preocupadas. Eu não queria admitir, mas senti uma pontinha de inveja delas, pelo simples fato de se amarem e poderem estar juntos. Comecei a sentir o estomago embrulhando, como se milhares de borboletas estivesse voando juntas dentro dele. Senti uma dor aguda na garganta, como se tivesse dado um nó, e algo como uma martelada na cabeça. Depois disso eu não viu e nem ouvi mais nada. De repente apenas um clarão, como se a luz perfurasse meus olhos. Eu não tentei abrir os olhos, estava melhor assim, queria ficar assim até poder ver o Luca outra vez. Quanto menos tempo eu ficasse consciente melhor. Melhor, pois não me lembraria. Tentei perguntar o que aconteceu comigo, mas só saíram alguns monossílabos difíceis de entender. Até que consegui distinguir a voz de um homem. “Você está bem mocinha? Venha, tome uma água.”. Eu não estava bem. Uma súbita vontade de chorar foi crescendo e eu não consegui me controlar. Chorava com uma menininha machucada. O que mais eu queria era minha mãe, minha casa, meu quarto. Meu Luca. “Venha, vou te colocar em um taxi.”... Taxi não, eu quero pegar um avião!
Em casa nada que minha mãe dizia conseguia me acalmar. Era como se ela falasse e as palavras soassem como um sino, que faz barulho, irrita e não serve pra muita coisa. Era uma e pouca da tarde e eu estava deitada na cama. A ultima coisa que eu queria era companhia. Nunca eu quis ficar tão sozinha, vagando em meus pensamentos. A essa hora Luca estava no avião. Eu me perguntava se ele sentiria minha falta, se ele seria fiel... Se ele um dia voltaria para mim, para que nós tivessemos o nosso final feliz... Mas isso não era um conto de fadas.
Minha mente vagava, meu coração chorava emeu mp4 ligado no volume máximo tocava: “Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais. Seja como for é uma dor que dói no peito... ♪”

1 de mar. de 2011


PARTE IV

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Eu acordei a contragosto. Não queria viver o dia em que veria meu namorado ir para bem longe. Mas não perderia a chance de dar o último beijo, o último abraço... Não queria deixar de ver seus olhos pela última vez. Olhei no relógio. 6 e 23 da manhã. A mesma hora em que tudo começou. Peguei meu celular e vi uma mensagem.


“ Já sinto sua falta, venha me ver, por favor. Não posso entrar naquele avião sem ter a certeza de que você é minha, não importa a distância entre nós. Te amo. Luca.”

Eu praticamente pulei da cama, voei para o banheiro, tomei banho ligeirinho, vesti o vestido que ele havia me dado no dia do meu aniversário. Era azul, de alcinha e rodadinho. Azul era a cor favorita de Luca. Eu lembrei da primeira vez que vesti aquele vestido, no dia seguinte do seu aniversário e Luca ficou todo orgulhoso. Senti os olhos encherem de lágrimas e lavei o rosto. Desci correndo, calcei uma percata, passei um gloss e rímel, peguei a bolsa e sai. Esqueci de tomar café, mas isso eu resolveria outra hora. O mais importante era chegar no aeroporto. O vôo de Luca estava marcado para nove horas. Eu tinha duas horas para chegar lá. Não quis esperar o ônibus e pegou um taxi. Tudo estava tão corrido e eu tão aérea que nem prestei atenção quando o taxi chegou ao aeroporto. “São 2O reais e 45 minha senhora”. Dei uma nota de 2O e uma de 5 ao motorista e não me importei com troco. Quem se importa com o troco quando o namorado está indo embora? Subiu a escada rolante correndo para chegar ao saguão. Tudo ali era tão grande e iluminado. “Ellen! Aqui!”. Ah, essa era a voz. Eu corri empurrando as pessoas sem me importar em pedir desculpas. Eu não via mais ninguém, eu não queria mais ninguém. Pulei nos braços de Luca e ali fiquei um bom tempo. “Você está linda!” As lágrimas não conseguiram se conter. Eu chorava como um neném e não tinha vergonha das pessoas que passavam olhando. Eu beijava e abraçava Luca e olhava dentro dos olhos dele e abraçava de novo. “Eu vou sentir tan... Eu prometo que vou li...” Eu não o deixava completar uma frase sequer. Os minutos foram se passando e eu ali, aninhada nos braços dele só para sentir seu toque. Queria gravar seu cheiro, seu hálito, sua textura... Tudo. Quando o sinal de embarque soou eu sentiu o chão sumir de debaixo de meus pés. Era a hora que eu perderia seu Luca por um bom tempo. A única garantia que eu tinha de que não o perderia para sempre era sua palavra que eu insistia em lembrar, para ter onde se apoiar quando tudo se tornasse solidão: “Não se preocupe meu amor, eu nunca vou te abandonar, não importa a distância... nunca.”.
Luca levantou-se e olhou no fundo dos meus olhos, como se deles ele pudesse ver minha alma. E sorriu como se encontrasse alguma resposta. Sorriu de vota para ele. Eu sabia a resposta que ele teve. Que eu sempre o amaria, sempre o esperaria, não importa o tempo que levasse para reencontrá-lo outra vez. Além disso era tão bom se deixar levar pelos olhos de Luca, era como se deixar levar para o céu. “Eu te amo Luca.” Suspirei. “Eu também te amo, Ellen.”. O nosso último beijo não foi desesperado como o de quem sabe que nunca mais vai se ver... Foi um simples tocar de lábios, como os de duas pessoas que estão se despedindo, mas que sabem que vão se ver no final do dia... Dia aquele que duraria anos.
Viu o Luca se afastar cada vez mais naquele saguão que de repente perdeu toda a luz e se tornou um breu triste e angustiante.

PARTE IV

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Eu acordei a contragosto. Não queria viver o dia em que veria meu namorado ir para bem longe. Mas não perderia a chance de dar o último beijo, o último abraço... Não queria deixar de ver seus olhos pela última vez. Olhei no relógio. 6 e 23 da manhã. A mesma hora em que tudo começou. Peguei meu celular e vi uma mensagem.

“ Já sinto sua falta, venha me ver, por favor. Não posso entrar naquele avião sem ter a certeza de que você é minha, não importa a distância entre nós. Te amo. Luca.”

Eu praticamente pulei da cama, voei para o banheiro, tomei banho ligeirinho, vesti o vestido que ele havia me dado no dia do meu aniversário. Era azul, de alcinha e rodadinho. Azul era a cor favorita de Luca. Eu lembrei da primeira vez que vesti aquele vestido, no dia seguinte do seu aniversário e Luca ficou todo orgulhoso. Senti os olhos encherem de lágrimas e lavei o rosto. Desci correndo, calcei uma percata, passei um gloss e rímel, peguei a bolsa e sai. Esqueci de tomar café, mas isso eu resolveria outra hora. O mais importante era chegar no aeroporto. O vôo de Luca estava marcado para nove horas. Eu tinha duas horas para chegar lá. Não quis esperar o ônibus e pegou um taxi. Tudo estava tão corrido e eu tão aérea que nem prestei atenção quando o taxi chegou ao aeroporto. “São 2O reais e 45 minha senhora”. Dei uma nota de 2O e uma de 5 ao motorista e não me importei com troco. Quem se importa com o troco quando o namorado está indo embora? Subiu a escada rolante correndo para chegar ao saguão. Tudo ali era tão grande e iluminado. “Ellen! Aqui!”. Ah, essa era a voz. Eu corri empurrando as pessoas sem me importar em pedir desculpas. Eu não via mais ninguém, eu não queria mais ninguém. Pulei nos braços de Luca e ali fiquei um bom tempo. “Você está linda!” As lágrimas não conseguiram se conter. Eu chorava como um neném e não tinha vergonha das pessoas que passavam olhando. Eu beijava e abraçava Luca e olhava dentro dos olhos dele e abraçava de novo. “Eu vou sentir tan... Eu prometo que vou li...” Eu não o deixava completar uma frase sequer. Os minutos foram se passando e eu ali, aninhada nos braços dele só para sentir seu toque. Queria gravar seu cheiro, seu hálito, sua textura... Tudo. Quando o sinal de embarque soou eu sentiu o chão sumir de debaixo de meus pés. Era a hora que eu perderia seu Luca por um bom tempo. A única garantia que eu tinha de que não o perderia para sempre era sua palavra que eu insistia em lembrar, para ter onde se apoiar quando tudo se tornasse solidão: “Não se preocupe meu amor, eu nunca vou te abandonar, não importa a distância... nunca.”.
Luca levantou-se e olhou no fundo dos meus olhos, como se deles ele pudesse ver minha alma. E sorriu como se encontrasse alguma resposta. Sorriu de vota para ele. Eu sabia a resposta que ele teve. Que eu sempre o amaria, sempre o esperaria, não importa o tempo que levasse para reencontrá-lo outra vez. Além disso era tão bom se deixar levar pelos olhos de Luca, era como se deixar levar para o céu. “Eu te amo Luca.” Suspirei. “Eu também te amo, Ellen.”. O nosso último beijo não foi desesperado como o de quem sabe que nunca mais vai se ver... Foi um simples tocar de lábios, como os de duas pessoas que estão se despedindo, mas que sabem que vão se ver no final do dia... Dia aquele que duraria anos.
Viu o Luca se afastar cada vez mais naquele saguão que de repente perdeu toda a luz e se tornou um breu triste e angustiante.

PARTE III

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Eu sentia uma mistura de emoções surgindo impiedosamente dentro de mim ao olhar, sem medo, diretamente nos olhos de Luca. Tudo nele era lindo. Seu cabelo caindo nos olhos, sua expressão travessa. Mas seus olhos... Não tinha explicação. Era como ver ouro derretido, aqueles olhos avassaladores, penetrantes...
Nós ficamos assim quase a tarde toda. Não pronunciavamos palavra alguma. Não havia o que falar. Tudo o que estava guardado, todo amor era transmitido nos olhares constantes, nos carinhos, nos abraços. Toda saudade que sentiamos por não fazermos isso antes morria a cada beijo. Era um momento eterno. Não precisava de palavras. Por mim aquilo poderia durar o tempo que fosse. Por ele também. Era tão bom sentir seus dedos no meu couro cabeludo fazendo um cafuné gostoso. Na televisão passava um filme qualquer que em nenhum momento atraiu a nossa atenção. Na rua os vizinhos faziam barulho em alguma festa de aniversário, ou de qualquer coisa. Mas nada disso importava. Luca finalmente estava ali comigo. Eu finalmente estava ali com ele... A partir daquele momento eu faria tudo como sempre sonhei. Tudo daria certo. Ou não.
Luca não queria contar para mim a notícia que recebera de seus pais. Ele tinha medo de ter que ir e nunca mais ter a chance de ficar comigo pelo menos uma vez e por isso resolveu adiar o máximo possível a tragédia. Mas ele teria que me contar. Não queria me machucar, como sempre fez. Ele decidiu que contaria, mas não naquele instante. Não quando tudo estava tão bem. À noite seria uma boa hora...
Quando a noite chegou nós nos encontramos em uma das lanchonetes mais freqüentadas por nós, quando eramos menores. Ficava perto da praça e era pouco freqüentada, mas era a nossa favorita desde sempre. Eu reparei em como ele estava nervoso. Mas não conseguia encontrar um motivo. O que o deixaria tão nervoso quando tudo estava indo tão bem? “Ellen... amor...”. Eu não estava acostumada a vê-lo tão tenso. De uma coisa comecei a ter certeza: ou aconteceu algo muito ruim, ou... Ou iria acontecer algo muito ruim.
“Amor, eu não queria que isso acontecesse assim. Na verdade eu... eu sinto muito não ter te contado antes. Bom, o que eu quero dizer é que eu vou viajar. Meus pais me matricularam em um colégio interno no exterior, na verdade em Boston e eu... eu não tenho outra escolha a não ser ir.”
Eu não conseguia ouvir mais nada. “...nda... quecer... mo...”. Eu não ouvia mais nada mesmo. Quer dizer que tudo aquilo, tudo o que eu sempre sonhei, todo meu conto de fadas foi durante apenas um dia? “Ellen! Eu te amo, eu nunca, jamais vou te deixar. Eu não quero terminar com você...”. Eu não suportava mais ouvi-lo falar assim. O que eu mais queria naquela hora era fugir, pra bem longe, pra longe de tudo... Correr.
Depois de correr muito eu me cansei. Cai em um banco, na mesma praça daquela manhã onde tudo começou... E onde tudo acabaria antes de completar 24 horas. Luca, ofegante, chegou e sentou-se do meu lado. Eu ouvia o que ele dizia, mas não conseguia entender. Não queria perder tempo na ultima noite que teria perto de meu amor. Eu o abracei com uma força fora do comum. “Não vá, por favor Luca, fique aqui comigo... não vá... não vá...” Entre soluços, como os de uma criança, eu implorava e repetia as mesmas palavras. Não queria que ele fosse, mas sabia que não tinha escolhas. Ele teria que partir, pra bem longe de mim. E isso aconteceria na manhã seguinte.
“Não se preocupe meu amor, eu nunca vou te abandonar, não importa a distância... nunca.”

PARTE II

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"Bom dia Ellen, desculpa por ontem. Quero muito conversar com você. Me encontra na praça em 30 minutos? Beijos com carinho. Luca."

Ainda era cedo quando recebi a mensagem, 6 e 23 da manhã. "Ainda é de madrugada!". Mas eu não estava tão indisposta assim. Eu não queria perdoa-lo, mas ao mesmo tempo queria ir correndo para a praça e me lançar em no abraço quente e gostoso dele. Eu não queria vê-lo, mas ao mesmo tempo queria olhar nos seus olhos e dizer tudo o que sentia, tudo o que estava escondido no lugar mais fundo do meu coração. Levantei correndo, decidida. Tomei banho em um flash, vesti uma blusa justinha, um jeans meio desbotado, peguei minha bolsa, calcei as sandálias, soltei o cabelo cheio e cacheado, dei um beijo na testa de Tamy, que ainda estava dormindo e desci. Não queria tomar café, nem perder tempo. Pensei em pegar um ônibus, mas o mesmo demoraria, a final era dia de sábado. Fui andando mesmo. Devagar. Eu queria pensar. Nada parecia igual, tudo estava tão estranho... As ruas estavam mais longas, as pessoas mais cansadas, o verde mais desbotado... "Isso é tudo coisa de minha cabeça." Realmente. Eu estava ansiosa, impaciente. Queria tratar logo do que quer que fosse com Luca. Quando menos eu o visse nessas férias, melhor seria. Ou não. Demorei uns 20 minutos para chegar até o lugar combinado. E se ele não aparecesse, como na tarde anterior ? E se ele dissesse que ia embora, que ia viajar ? Sacudi a cabeça tentando afastar o pensamento. Sentei-me em um banquinho, alguns metros antes da praça. Senti o vento batendo em seu rosto, levantando meus cabelos e massageando minha nuca. O sol esquentando meu rosto e corando minhas bochechas. Aquilo era vida! Era uma sensação tão boa. Eu queria ficar assim pra sempre. Respirei fundo tentando encher os pulmões com aquele ar quente-frio puro, abri os olhos a contra gosto e levantei-me. Cambaleei um pouco, estava meio tonta por ficar naquela posição. Era isso. Ou eu ia encontrá-lo ou ia embora, dessa vez para sempre. Ouvi o telefone tocar na bolsa e fui atender. Era apenas um torpedo.


"Estou te esperando. Por favor, venha me ver. Me perdoe. Luca."

Suspirei e um sorriso brotou meio que sem querer. Era apenas o empurrãozinho que eu estava esperando sem saber.
Fui caminhando lentamente até a praça, tentando adiar o máximo possível ver os olhos mel-atraentes de Luca. Não sabia que reação teria ao vê-lo, não sabia nem se teria alguma reação. "Oi..." Virei sobressaltada. Não esperava que ele me surpreendesse por trás. "Oi, ahn, Luca...". Um arrepio e uma onda de calor subiu pelo meu corpo deixando a minha bochecha ainda mais corada. Eu tentei esconder o rosto, mas me embaracei e deixei cair minha bolsa e o telefone no chão. Na mesma hora nós dois nos abaixamos para pegar os objetos. Eu nunca tinha ficado tão perto assim do rosto dele, dos seus olhos de ouro-líquido. "Ér, o-obrigada, mas pode... pode deixar que..." Eu não consegui completar a frase. Os lábios de Luca pressionaram os meus com pressa e com amor incontrolável. Eu não conseguia raciocinar, não conseguia nem pensar. Eu não sabia nada, só sabia que tinha Luca ali comigo, para mim. Eu queria que aquele momento se eternizasse, queria que nada mais existisse. Só eu e ele.
"Eu te amo, Ellen." Foi a única frase sussurrada por ele naquele momento.

PARTE I

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Eu esperei por ele a tarde toda. Não era possível que aquilo estivesse acontecendo. A cada minuto olhava o relógio e a dor só aumentava. Parecia que o mundo ia acabar ali mesmo. Eu achava incrível a capacidade dele de dizer que me amava e de me ignorar ao mesmo tempo. Que tipo de amigo era ele? Eu estava começando a desacreditar no que ele dizia. Por que ele me procurava para resolver seus problemas e desabafar e não se importava em saber se eu estava bem ou não? Por que ele sumia quando eu mais queria tê-lo por perto? Até quando eu iria aguentar essa dor? Ah, como eu queria alguém pra conversar e chorar sem medo. Como eu queria que alguém entendesse o que eu queria dizer, mesmo sem pronunciar palavras. A cada dia me decepcionava mais com ele. Parecia que o mundo ia acabar ali mesmo... Mas não acabou. Me levantei e fui embora, tentando prometer a mi mesma que não iria procura-lo mais. Pra sempre? Não... Mas por um bom tempo.
Foi um dia muito cansativo para mim. Tinha combinado uma saída com o Luca depois da escola, como despedida, mas ele não apareceu. O que será que aconteceu ? Para mim não interessava, eu estava realmente chateada. "Ele poderia ao menos ligar para avisar! Cretino!"
Não pensei duas vezes e peguei um pote de sorvete. Decidi que ia ligar para Tâmara e chamá-la pra assistir um filme em minha casa. Queria muito ela por perto, só ela conseguia me entender. O telefone chamou 3 vezes e quando eu ia desligar Tamy atendeu histérica. Conversamos por um tempo considerável e Tamy confirmou o filme. Quando ela chegou já eram quase seis horas e nós tivemos uma noite super agradável. Me fez esquecer, pelo menos por um momento, do que ocorreu. Eu queria odia-lo, queria não ver mais ele, não ouvir mais a voz dele, nem ler suas mensagens pedindo ajuda. Mas eu não conseguia, o que sentia era inexplicável e irritantemente mais forte. Mas ao olhar para o lado vi minha amiga, minha melhor amiga e soube que não estava sozinha nessa, tinha o porto seguro mais forte do mundo ao meu lado.
Eu finalmente dormi. [...]

INTRODUÇÃO

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Ellen Lizzie Stwart é uma garota de 17 anos, terminando o ensino médio e que vive a vida de uma adolescente normal.Vive bem, tem o que precisa e às vezes um pouco mais. Insegura, tímida, romântica, apaixonada, extremamente frágil e muito reservada, talvez até demais. Ellen tem poucos amigos... E um amor especial por um: Luca.
Em um turbilhão de acontecimentos e emoções e sentimentos Ellen tenta sobreviver aos contratempos do coração.



CREDITOS A DINHA CAVALCANTE '-'